JOSÉ XAVIER - HOLANDA
Comunidades Portuguesas é algo muito importante para Portugal! Infelizmente muitos políticos só se lembram delas em campanhas eleitorais. POR UMA POLÍTICA DE COMUNIDADES PORTUGUESAS!!
Terça-feira, Maio 01, 2012
Quarta-feira, Abril 25, 2012
Miguel Portas - A minha simples homenagem.
Sempre o admirei, não só nas suas intervenções políticas, mas na outras àreas em que entrevinha, como jornalista. Tive o prazer, de o destino nos ter dado a coincidência, de ter o seu apoio nas acções que eu desenvolvi durante anos junto da comunidade portuguesa na Holanda.
Vi o homem de excelente qualidades que era o Miguel. Ainda há umas semanas atráz, numa conversa telefónica e perante a minha pergunta sobre o seu estado de saúde dele respondeu-me...."Zé um dia destes, vamos tomar juntos uma cerveja em Amsterdam".
Infelizmente isso nunca vai acontecer, e isso intristece-me muito, porque eu gostava muito do Miguel.
Aqui fica a minha simples homenagem, no 25 de Abril de 2012 ( que coincidência para um homem de esquerda), a um homem fantástico!
Quinta-feira, Março 29, 2012
Algumas considerações sobre o Ensino da Língua Portuguesa na Holanda.
Servem estas minhas considerações, para alertar e simultâneamente colaborar para uma discussão do que resta do Ensino da língua Portuguesa na Holanda.
Fiquei preplexo há um par de meses, quando fui informado do número de alunos a frequentarem este ano lectivo ( 2011/2012), que passou de números de centenas, para agora umas escaças dezenas.
O panorama dos três polos importantes, onde residem as maiores Comunidades de Portugueses na Holanda ( Amsterdam, Haia, Roterdão), foi ao longo dos anos modificando, também por culpa das políticas Holandesas, quando Portugal passou a ser membro efetivo da UE, e os jovens da Comunidade Portuguesa, não foram mais considerados “estrangeiros”. Se por um lado perderam esse “estatuto” , também não ganharam nada dos direitos de cidadania europeia no que toca a a terem apoios à apredizagem da sua língua.As municipalidades, deixaram de apoiar no seu todo o que concestia em professores e locais para o ensino. O casomais flagrante foi o da cidade de Amsterdão, onde cerca de três centenas de alunos, que tinham uma boa estrutura, organizativa, numa escola que funcionava com um grupo de professores, e até tinham um Rancho Folclórico. Há cerca de 7 anos a Municipalidade de Amsterdão deixou de apoiar, no que concestia aos professores, tendo o estado português assumido essa responsabilidade, nestes últimos 5 anos, passou a escola a ter o seu funcionamento na Associação Portuguesa e só tem escassas dezenas de alunos.
Desde há vários anos não tem existido só para a Holanda um Coordenador de Ensino. A Coordenação tem estado na Bélgica, e agora está no Luxemburgo. Tudo distante, sem terem conhecimento da realidade das políticas locais.
As comissões de pais foram desaparecendo, se não são práticamente inexistentes, não têm dinâmica nem estrutura, para que possam alertar para os reais problemas e tratarem de serem parceiros importantes no contexto do ensino da língua e cultura portuguesa, como em anos atráz em que esse papel era uma realidade.
Sempre dei sugestões no sentido de preservar a Língua e Cultura Portuguesa na Holanda, participei em muitas reuniões, encontros, discussões, e tanto com as autoridades locais portuguesas ( Embaixada, Consulado, Coordenação do Ensino), demonstrei a minha preocupação pelo rumo que as coisas tomavam, e sempre alertei alguns aspectos importantes, de que o funcionamento e da interligação que era necessário, entre a comunidade e as autoridades locais e o Governo de Portugal.
É preciso incentivar a Comunidade, com informações de várias formas, no sentido de haver um aumento do número de participantes.
É necessário estruturar uma real rede de ensino, que não existe neste momento. Tem de haver locais apropriados, não ter a escola nas associações. Foi o maior erro que se cometeu nos últimos anos nas cidades de Haia e Amsterdam. As autoridades locais Portuguesas têm de demonstrar as autoridades Holandesas do importante que é a manutenção da Língua e Cultura Portuguesa.
Sexta-feira, Janeiro 13, 2012
A Crise económica.....
A crise está a obrigar muitos portugueses a procurarem trabalho além fronteiras. Uma nova vaga de trabalhadores encontrou emprego e boas condições de vida na Holanda. São cerca de 260 os que já trabalham na industria do mexilhão, na cebola ou nas fábricas de queijo.
Reportagem RTP www.rtp.pt/notíciasQuarta-feira, Julho 06, 2011
Problemas com o Ensino da Língua Portuguesa na Holanda (II)
Uma nova localização para a Escola Portuguesa em Haia
Problemas com o Ensino da Língua Portuguesa na Holanda.
Quarta-feira, Fevereiro 16, 2011
Autoridades Locais Portuguesas X Comunidade Portuguesa na Holanda
Só umas notas, acerca de algumas lacunas das Autoridades Locais Portuguesas na Holanda para com a Comunidade Portuguesa na Holanda. - Conforme já falei há meses atraz ( já foi em Maio de 2010) Para quando o Conselho Consultivo da àrea Consular de Haia. Será que não existe interesse das Autoridades em cumprir o Regulamento Consular ? ou não existe interesse da Comunidade em ter esse órgão ? Não entendo, porquê que há tanta distância, entre a Comunidade e as Autoridades Locais.
- Vejo em outros países, onde existe Comunidade Portuguesa, um entrosamento entre Autoridades Portuguesas e a Comunidade, por exemplo na França realizam-se cursos de formação para dirigentes associativos.
Quantas vezes já falei sobre este assunto importante, para estimular o associativismo Português na Holanda, que na minha opinião está a morrer cada dia que passa.
- Tomei conhecimento, que o número de alunos nas escolas de língua portuguesa, estão a diminuir. Há menos interesse, os horários não são mais compatíveis, com a vida profissional e social dos pais, etc, etc. O que fazem ou fizeram as Autoridades Locais Portuguesas para inverter, esta triste realidade. Quantas vezes falei que isto mais tarde ou mais cedo iria acontecer ?!.
Ainda há bem pouco tempo, cerca de 10 anos atráz, estas situações eram bem diferentes. Reuniões regulares entre Comunidade e Autoridades, acções regulares conjuntas, Federação da Comunidade, Membro do Conselho das Comunidades e Associações em trabalho conjunto, etc, etc.
É triste, mas é uma realidade. As Autoridades Locais Portuguesas a um lado, e a Comunidade Portuguesa e os seus òrgãos estão noutro.
Foi só para deixar estas notas…..
Segunda-feira, Janeiro 24, 2011
De abstenção a abstenção elege-se um PR.
Nas Comunidades Portuguesas, esta habitual e rotineira abstenção, não se deve só à baixa qualidade do tipo de campanha, mas o todo um universo de problema com que se depreendem o sistema eleitoral português e o próprio receseamento eleitoral.
Tudo isto tem sido, sistemáticamente relembrado pelos òrgãos das comunidades portuguesas, e pela imprensa das comunidades. Os políticos, e em especial os que representam as comunidades portuguesas, lembram-se das questões e das recomendações, só a pouco tempo da realização dos actos eleitorais, e depeois lá vêm umas emendas à lei eleitoral nas comunidades, mas nunca é para melhor, e estes remendos não trazem algo de novo significativo à participação das comunidades portuguesas nos actos eleitorais.
Cada partido, achega-se ao seu próprio interesse, e depois joga se a lei a emendar poderá ser a seu favor ou não. Desde o método de votação, até ao receseamento, de tudo serve para « o jogo » dos interesses ter ou não uma modificação clara aos serviço das comunidades portuguesas.
Já há vários anos, que andamos a falar no mesmo, e « não passamos da cepa torta ». Eu mesmo já participei em discussões dentro de òrgãos que pertenci e publicamente já afirmei muitas destas coisas, inclusivamente fazer-mos ou aprender-mos com outras nacionalidades, que têm comunidades espalhadas pelo mundo e que os seus cidadãos participam de forma activa nas eleições. Veja-se o tipo de recenseamento elitoral dos Espanhois, conforme já apresentei tantas vezes.
Não sei do que têm medo os políticos portuguesas, de forma que haja melhorias consideráveis no recenseamento eleitoral ou de modificar o sistema eleitoral nas Comunidades Portuguesas.
A nível de uma campanha para a participação cívica nas eleições nas comunidades portuguesas, não é feito nada. Ficam-se por um cartazes nas associações e consulados, de resto mais nada. Será que só existem portugueses que vão às associações ? Então e todos os outros ( a maioria) que não se desloca às associações ? Nas televisões, só existe ( se existiu) informação na RTPi ? Então e nos outros canais de televisão, onde muita gente já está ligada ? Não existe algum « iluminado acessor » na Secreataria de Estado das Comunidades, que tenha conhecimento destas novas realidades ?
Agora daqui a 5 anos cá estarão de novo os políticos a darem mais uns toques na lei eleitoral, e tudo continuará na mesma !!
Viva Portugal.
Sexta-feira, Dezembro 03, 2010
O exôdo dos jovens Portugueses .
Esta nova realidade, não vem só de agora, já vem desde o inicio dos anos 2000, quando começaram na Holanda a aparecer os Portugueses contratados temporáriamente, para as àreas agrícolas, e hortículas.
Nessa altura começaram a aparecer os primeiros problemas, com os tipos de contratatação, de acesso aos serviços de saúde e de habitação. No entanto aumentou o volume de pessoas contratatas e pioraram todas as condições. Também eram contratados, de todas as idades e os mais desqualificados, e começaram a ver-se pelas ruas nos anos 2006 / 2007 / 2008, casos dramáticos com Portugueses que uns eram provocados pelos tipos de contratação, como também pela forma que as pessoas tudo aceitavam em troca « de um ideal que lhes era prometido ». Essas pessoas descuidadas aceitam qualquer coisa por qualquer preço e depois encontram-se com problemas, mas posteriormente passam para outros idênticos porque continuam a aceitar isso, e lá vão vivendo numa situação inaceitável.
Este artigo, de um jornalista Holandês, feito em Portugal, veio agora demonstrar outra camada da sociedade Portuguesa, porque a crise agora já toca também aos engenheiros , aos arquitetos e a outras profissões similares.
Afinal nota-se que aquilo que muitos jornalistas Portugueses sempre escreveram e denunciaram tinham razão, infelizmente sempre foi tentado ser tapado pelo Governo do PS. Foi sempre como « tapar o sol com a peneira » e os resultados estão à vista, afinal o Xavier e António e o Fernando, sempre tinham razão, ou não tinham Srs políticos do PS ?
Quinta-feira, Setembro 16, 2010
A luta pelo Ensino, também na Bélgica !!
Pedro Rupio , Membro do Conselho das Comunidades, representante pela Bélgica, enviou um comunicado, sobre os problemas de ensino de língua Portuguesa naquele país. Quando li o teor do comunicado e a forma de luta que está a desenvolver com os pais dos alunos, tive imediatamente um “déjà vu”sobre este tema.
Há cerca de alguns anos atráz , por volta do ano 2000 ( já me passam algumas datas !), ainda era Sec. de Estado da Educação, Ana Benavente, tivemos um problema idêntico, com o que se passa hoje em dia na Bélgica.
O ensino secundário em Haia, ( sistema paralelo) teria de ser passado para um dia semanal e num horário que não era compatível com os horários, do sistema escolar Holandês.
Esse choque não proporcionava que os nossos filhos pudessem continuar a aprendizagem da língua Portuguesa.
Durante três anos arranjamos um local numa escola, suportamos parte da despesa, e os alunos continuaram a participar às sextas-feiras nos cursos de língua portuguesa. Essa persistência deu que quase todos acabaram o curso, hoje é uma mais valia para os seus curriculos escolares e profissionais e outros até conseguiram fazer o exame final e tiveram a certificação oficial.
Aquilo que uma Coordenadora, com o apoio de uma Sec. de Estado, que não percebiam nada do assunto, e estavam a tomar medidas para suprimir o acesso aos alunos de língua portugesa, deu-nos motivação para lutar e hoje sentimos todos orgulhosos pela luta que desenvolvemos, pois os nosso filhos foram os beneficiados por essa luta.
Tal como tenho alguns apontamentos neste meu blogue, existe neste momento o interesse, de influenciar a desmotivação das comunidades de forma que não participem nos cursos de língua portuguesa. Ao contrário daquilo que o (des)governo do PS fala com o aumento de investimento, o que existe na prática é menos crianças a participar nos cursos de língua portuguesa. Não existe reforço nenhum e até pelo contrário, existem é dificuldades em cima das comunidades. Veja-se o caso aberrante, de haver a partir deste ano lectivo, uma Coordenadora do Ensino para o Benelux. Como diz o povo, « andamos de cavalo para burro ! », se agora o (des)governo justifica que não é necessário uma coordenação para cada país, é porque o desinteresse aumentou.
Sobre a luta do Pedro Rúpio e da Comunidade Portuguesa na Bélgica, faz todo o sentido ! Ou será que o ensino de língua e Cultura para as Comunidades não é um serviço público e um direito constitucional ?
Será que o ensino de Língua Portugesa não é reconhecido como um complemento à cultura dos nosso jovens portugueses, ou será que eles terão de estar ao dispor dos sabores politico-economicistas do (des)governo de Portugal ?
Links curiosos sobre questões das tomadas de posição do (des)governo do PS, em matéria das Coordenações de Ensino :
Quarta-feira, Agosto 18, 2010
A SECCÃO CONSULAR DE PORTUGAL EM HAIA
Há mais de 25 anos ( quase 30 penso!) o movimento associativo da Comunidade Portuguesa na Holanda , consegui uma importante reivindicação em prol da comunidade. O Horário do Consulado de Portugal estava um dia ( era a 3a feira) aberto até mais tarde, pois conseguia-se dessa forma atender as pessoas que trabalham e têm horários complicados. Esta medida governamental do PS é mais uma das vêm atentar e desrespeitar o que poderá ser um serviço público.
Concordo que os funcionários tenham direito à sua pausa de almoço, porque ninguém é de ferro e não poderá existir discriminação.
Mas será que não haverá forma de manter o serviço a funcionar de forma corrida com a alternancia de horário de pausa, e manter a abertura num dia da semana num horário que seja do interesse da comunidade ?
Afinal um Consulado ou Secão Consular não serve para prestar um servio à Comunidade, ou será que está aberto por estar aberto ?
E onde está agora o nosso movimento associativo, Federação da Comunidade, e membro do CCP para dizer alguma coisa sobre mais esta medida à revelia da comunidade portuguesa na Holanda ?
Ou será que tudo isto é feito e ninguém toma conhecimento de nada ?!
Realmente este (des)governo do PS está mesmo a "cair aos bocados" em matéria de comunidades e não só.
Este era o Horário :
Horário de funcionamento:
3as feiras - 13h00 - 17h30
2as; 4as ; 5as e 6as feiras - 10h00 - 14h30
AGORA É ESTE O HORÁRIO:
Horário de Atendimento
De Segunda a Sexta-feira, das 10h00 às 12h30 horas e das 14h00 às 16h00
Contactos do Consulado:
http://www.secomunidades.pt/web/haia/contactosconsulado
Terça-feira, Junho 08, 2010
Eleições Parlamentares na Holanda - 2010
Desta forma são os Sul-Europeus residentes na Holanda convidados a participar nas Eleições Parlamentares. É importante incentivar à participação e informar a importância desse acto cívico.
Na minha opinião o SP ( partido da minha simpatia) e o GroenLinks deveriam de estar na formação do próximo governo Holandês, mas tenho dúvidas se isso vai acontecer.Tal como diz o SP....isto é necessário UMA GRANDE LIMPESA!!
Se o slogam pegasse também para Portugal, seria bom !
Segunda-feira, Maio 03, 2010
Para quando o Conselho Consultívo da àrea Consular de Haia ?

De acordo com o Regulamento Consular, o conselho consultivo tem como competências, “produzir informações e pareceres sobre as matérias que afectem os portugueses residentes” na respectiva área consular e ainda “elaborar e propor recomendações respeitantes à aplicação das políticas dirigidas às comunidades portuguesas”.
É estranho que na àrea Consular da Secção Consular da Embaixada de Portugal na Haia, ainda não tenha a funcionar este òrgão, enquanto que em muitos países europeus onde existem comunidades portugueas, já se encontram a funcionar os seus Conselhos Consultivos.
Segunda-feira, Março 08, 2010
Opiniões e babuzeiras !

Em termos de comunidades portuguesas, tenho acompanhado, alguns assuntos nas últimas semanas. No entanto existe um que não posso deixar de sublinhar, pela negativa, e que tem a haver com as “babuzeiras” do Deputado do PS Paulo Pisco.
Este Deputado, deveria de conhecer bem as comunidades, e estar no terreno, para poder falar de coisas que ele não conhece. Aliás este “paraquedista” , tem-se pautado por ser o “bombeiro de servico”dentro do PS em assuntos de comunidades. Coitado não sabe é trabalhar com a “mangueira”mais apropriada, pois tenta “apagar os fogo”, mas vai lancando é polvora em cima dos mesmos.
Esta última questão, sobre o aumento dos numeros de emigrantes portugueses, é mais uma tentativa de “tapar o sol com a peneira, bem ao jeito deste senhor.
Em tudo o que se mete, só demonstra mesmo aquilo que ele não está capacitado, nem conhece para falar destes assuntos.
Dizer no seu artigo do jornal Expresso, que na Holanda a Comunidade Portuguesa aumentou só 1.200 Portugueses, é não conhecer absolutamente nada de nada.
O Senhor justifica-se só e exclusivamente os numeros consulares, mas esquece-se que existem centenas e centenas de portugueses que trabalham e vivem na Holanda, que nunca se deslocaram ao consulado, nem nunca se deslocarão, pois não o fazem por várias razões.
Esquece-se este senhor, que para trabalhar na Holanda ( ou dentro de qualquer país da UE) não necessita de ter que estar inscrito no consulado, para nada. A não ser quando necessite de algum documento ( passaporte, BI, ou outro) que dependa das autoridades portuguesas.
Nunca viu este senhor, que a comunidade de trabalhadores temporários ( os tais que não contam para a sua contabilidade demográfica), espalha-se por toda a Holanda, e tampouco quase na sua totalidade, não se encontra registrada nas municipalidades Holandesas, conforme manda a lei, mas que por várias razões as pesoas não se registam.
Poderia inumerar aqui muito mais situações, de que este senhor “bombeiro de servico”, não consegue apagar, pois são realidade que ele não conhece.
Para se dar opinião sobre assuntos, temos de os conhecer, e não tantar iludir os outros com opiniões, que não são verdadeiras.
Segunda-feira, Janeiro 11, 2010
ALELUIA!!!! – A Seccão Consular da Embaixada de Portugal em Haia.
Já escrevi, vários “posts” neste meu blogue, e felizmente a imprensa portuguesa, deu destaque deste esbanjamento dos custos de aluguer deste edifício, que ficou fechado cerca de 2 anos, esperando obras de adaptação.
Lamentávelmente terei que dizer, que vale mais tarde que nunca!, porque se houvesse uma boa gestão, os custos esbanjados durante este dois anos, serviriam decerto para aplicar em itens muito mais importantes das Comunidades Portuguesas.
Espero que a partir de agora, a expectativa de melhoria de atendimento à Comunidade Portugesa na Holanda seja um facto. O edifício é bom, o local é bom, geográficamente localiza-se a meio de duas grandes comunidades portuguesas, agora aguardo para ver que tipo de atendimento vai ser colocado. Pelo menos no horário das 3as feiras , já está a comunidade a perder, pois era das 14h00 - 18h00.
A necessidade atendimento num horário mais tarde a um dia da semana, era para facilitar, agora optou-se por outra solucão. O resto vou aguardar!!!!!
No entanto deixo aqui as novas cordenadas (actualizadas em 15/06/2010):
2as; 4as ; 5as e 6as feiras - 10h00 - 14h30
Terça-feira, Dezembro 15, 2009
CORREIO DA MANHÃ - Entrevista: Rentes de Carvalho
Pela qualidade da entrevista, deixo aqui, o conteúdo da mesma.
ste ano em português ‘Com os Holandeses’ e ‘Ernestina'.Rentes de Carvalho - Concordaria sempre. Era uma crítica séria porque o Saramago não era o de agora, era um crítico respeitado e uma crítica dele era excelente.
- Trás-os-Montes está muito presente na sua escrita. Quais são as recordações que guarda desse Trás-os-Montes dos anos 30/40?
- Portugal era diferente. Lembro-me do medo. Foram tempos terríveis, de fome, pobreza e humilhação. Quando escrevi o meu segundo romance, muitos jovens lá da aldeia leram e foram interrogar os pais e os avós se tinha sido assim mas a resposta foi sempre: “Não se fala sobre isso”. O medo continua entranhado nas pessoas, é o medo dos pobres, dos que não têm defesa nem direitos.
- Porque é que apesar de ter passado tantos anos na Holanda, Trás-os-Montes continuou sempre tão presente na sua escrita?
- Escrevi também sobre temas holandeses mas achei que não era tão capaz de o fazer como o faço em relação à minha gente. Conheço melhor os holandeses do que a sociedade portuguesa mas a minha afinidade é maior com o nosso povo. Se olhar para a minha vida, fui para Paris, onde vivi quatro anos, e encontrei uma sociedade diferente - com mais conforto, dinheiro e liberdade. Depois fui para a Holanda, onde vivo, mas o que guardo como os anos mais importantes foram os meus 20 anos que passei em Portugal. Estive 14 anos sem poder regressar mas quando voltei, em 1964, encontrei tudo como tinha deixado. No regresso à Holanda, cheguei ao aeroporto e ouvi-me a dizer: cheguei a casa e, esse sentimento de chegar a casa, nunca tenho quando venho cá. Quando chego a Portugal sou a pessoa de antigamente, aquele que ficou cá. O meu primeiro romance fala do que me teria acontecido se tivesse ficado e é nesse livro que sinto que fugi ao destino. O holandês é a língua com que escrevo no diário, com que falo no quotidiano, é a língua do amor e da família, o inglês e o francês são as minhas línguas de leitura e o português é a língua em que eu escrevo – é como se tivesse um quarto em que ninguém entra, ali mando eu. É o meu tesouro.
- Escreve ficção ou memórias?
Apesar dos anos na Holanda, Portugal continuou sempre presente na sua escrita. Rentes de Carvalho escreveu sobre temas do país de adopção, na obra ‘Com os Holandeses’, mas não se sente tão capaz de o fazer como o faz em relação à sua "gente", caso de ‘Ernestina’.
Viveu quatro anos em Paris, onde encontrou uma sociedade diferente: "Havia mais liberdade, conforto e dinheiro." Depois descobriu a Holanda, onde vive até hoje, mas o que guarda como os anos mais importantes da sua vida são os 20 que passou em Portugal. "Quando chego sou a pessoa de antigamente, aquele que ficou cá", garantiu ao CM.
Homem de várias línguas, Rentes de Carvalho usa a língua holandesa no quotidiano como idioma do amor e da família, tal como o inglês e o francês para a leitura, mas é o português o idioma eleito para escrever: "É o meu tesouro. É como se tivesse um quarto onde ninguém entra. Ali mando eu."
De ascendência transmontana, nasceu em Vila Nova de Gaia em 1930, onde viveu até 1945. Em 1956 passou a viver em Amesterdão, na Holanda. Desde 1988, dedica-se principalmente à escrita.
Segunda-feira, Novembro 09, 2009
Andorra - Trabalhadores Portugueses tiveram dia negro
Em Andorra, volta novamente o tema dos trabalhadores portugueses que trabalham no estrangeiro. E volta novamente, as condições de contratação dos trabalhadores Portugueses. E volta novamente, a necessiade de reflexão sobre os casos de trabalhadores Portugueses. E volta de novo, a precaridade dos trabalhadores Portugueses. E de repente voltam todos estes temas de novo, e daqui a umas semanas, tudo está esquecido. Quem morreu teve azar, quem foi mal tratado teve azar, e quem teve problemas, teve problemas.Para quê falar tudo de novo ? Para quê fazer inquéritos ? Para quê procurar culpados ? No final, se houver final, só vão existir alegações.
Alega-se que as condições eram complicadas. Alega-se que estamos perante um relatório. Alega-se que aconteceu isto e aconteceu aquilo.
E NO ENTRETANTO, VIRÁ ALGUÉM DO GOVERNO PORTUGUÊS DIZER, QUE JÁ ESTÃO A SER TOMADAS MEDIDAS NO TERRENO, PARA MINIMIZAR TODAS ESTAS SITUAÇÕES.
E o resultado de tudo isto, entra rápidamente no esquecimento. Assim se passou na Holanda, assim se passou na Inglaterra, assim se passou em Espanha, e assim se passará em Andorra.
É um dejavú habitual, que vem sempre com o ínicio do Outono….foi assim na Holanda, foi assim na Inglaterra.
Como diz o povo……….”quem se lixa é o mixilhão”!.
José Xavier
Sexta-feira, Outubro 30, 2009
Governo novo !?

Os Ministros do novo Governo tomaram posse no início da semana e logo de seguida foram nomeados os Secretários de Estado.
Aquilo que nos toca às Comunidades Portuguesas, o SE continua a ser o mesmo, o que quer dizer pouco teremos de mudanças, pois certamente que serão seguidas as “velhas políticas”.
Apenas com a diferenca de que, com um Governo maioritário, a cavalgada de destruição de tudo o que eram os apoios às Comunidades Portuguesas era mais agressiva e poderá agora ser mais moderada, se a oposição souber negociar muitas das propostas e anseios das Comunidades onde o o anterior Governo PS, pura e simplesmente varreu de serem dadas soluções viàveis e credíveis.
No que é respeitante à Comunidade Portuguesa na Holanda, espero que o SE, muito urgentemente dê o impulso final à abertura da Secção Consular da Embaixada em Haia, e sejam colocados os respectivos apoios que há muito são recomendados.
Afinal esta novela já deveria ter custado ao Estado Português uma quantia muito próxima dos 300 mil euros, que fariam muito jeito ao movimento associativo, e aos apoios sociais que a comunidade está carecida.
Aguardo para ver.
Terça-feira, Outubro 06, 2009
Mais um desprezo Governamental pelas Comunidades Portuguesas

Há alguns meses atraz, já na ponta final da legislatura, ainda foram tomadas mais medidas contra as Comunidades Portuguesas, conforme vêm denunciar os Membros do CCP na Alemanha.
Aqui deixo o o teor do Comunicado, que gentilmente fizeram-me chegar:
Sobre os Conselhos Consultivos
1. Na criação dos Conselhos Consultivos o Governo optou autoritariamente por um processo de carácter antidemocrático ao atribuir aos responsáveis pelos postos consulares o poder de nomeação dos representantes das comunidades. A prova é que recorreu a um Decreto-lei do Governo nº 71/2009, de 21 de Março, para evitar a discussão na Assembleia da República do processo da sua formação e composição.
2. Escondeu ao Conselho Permanente do CCP todo o processo de revisão do Regulamento Consular exactamente para poder mais facilmente e no secretismo excluir dos Conselhos Consultivos, os Conselheiros das Comunidades, estes sim eleitos e legitimados pelo voto das Comunidades. Mentiu dizendo que a revisão do Regulamento Consular abrangia apenas medidas de carácter técnico quando hoje é claro que o seu objectivo era a subversão dos princípios da democracia.
3. Pelas notícias que nos chegam parece estarem a ser nomeadas para tais órgãos representantes de partidos políticos, representação essa que é desapropriada para um órgão que se deve debruçar sobre os problemas de todos os membros da Comunidade independentemente das suas opções e preferências políticas ou partidárias.
4. Os conselheiros da Alemanha apoiam a constituição de órgãos que possam contribuir para a participação e empenhamento da Comunidade Portuguesa na resolução dos seus problemas à escala local ou regional, mas exigem que a sua constituição seja transparente e que deles não possam nunca ser excluídos os representantes que a comunidade elegeu e legitimou com o seu voto como é o caso dos membros do Conselho das Comunidades Portuguesas.
5. A comunidade portuguesa deve continuar atenta e mobilizada pela resolução dos seus problemas e a lutar pela revogação de medidas e métodos antidemocráticos instituídos pelo Governo.
4 de Outubro de 2009
Os conselheiros eleitos pela comunidade portuguesa na Alemanha.
Quarta-feira, Setembro 23, 2009
Ensino da Lingua e da Cultura Portuguesa na Holanda - 2009

É a pura desbanda, e de abandono completo, aquilo que os Governos de Portugal têm feito nos últimos anos.
Há cerca de 4 anos que as minhas filhas terminaram o curso de Língua Portuguesa, imaginei eu que as coisas tivessem melhorado, mas vejo que tudo continua na mesma.
Não existe Coordenação! ( existe mas é a mesma coisa que não existisse). Os assuntos são tratados em cima do joelho. A lei não se cumpre no que é o recrutamento de professores. Não se motiva, nem se divulga na Comunidade a existência desses cursos. Em resumo é o abandono completo, e salve-se quem puder.
Afinal dentro de poucos anos, vamos ter os jovens Portugueses todos a falar só Holandês, sem saberem nada da Cultura Portuguesa, e nessa altura teremos os políticos e os responsáveis oficiais todos satisfeitos. O objectivo foi alcançado, pois não temos mais despesa com estes migras.
Então teremos jovens satisfeiros a gritarem bem alto;
Viva a República das Bananas!
Viva Portugal no seu melhor !


